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Reunião com a ministra Luciana Santos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Foto: Luara Baggi – ASCOM/MCTI)
Durante os dias 4 e 5 de fevereiro, a Uesb intensificou sua articulação junto ao Governo Federal com uma série de agendas estratégicas em Brasília. O professor Luiz Otávio de Magalhães, reitor da Uesb, acompanhado pelo pró-reitor de Graduação, Reginaldo Pereira, e pela assessora acadêmica e administrativa do campus de Jequié, Inês Angélica Freire, reuniu-se com lideranças de órgãos fundamentais para o desenvolvimento científico e tecnológico da Instituição.
As atividades incluíram passagens pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Pautas e avanços – Desde o mês de janeiro, a Reitoria da Uesb havia solicitado audiência junto ao MCTI, com a finalidade de discutir, entre outros pontos, uma proposta institucional de Programa de Implantação de Cursos de Graduação de Formação de Tecnólogos para o Desenvolvimento do Sudoeste da Bahia.
Esse Programa integra a Política e Desenvolvimento da Graduação da Uesb para o período 2024-2028, aprovada pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) (Resolução 49/2024), que indicou pela implantação, até 2028, de, pelo menos, três cursos superiores presenciais de formação de tecnólogos, de oferta especial, sendo, no mínimo, um para cada campus.

Equipe da Uesb discutiu proposta institucional de Programa de Implantação de Cursos de Graduação de Formação de Tecnólogos para o Desenvolvimento do Sudoeste da Bahia (Foto: Luara Baggi – ASCOM/MCTI)
Segundo o reitor da Uesb, como o indicativo do Consepe foi o de criação de um programa com cursos de oferta especial, cursos não permanentes, é essencial que se busque apoios e parcerias interinstitucionais para a sua efetivação. “Vários indicadores apontam para a carência, não apenas em nível regional, mas também nacional, de formação acadêmica articulada com a formação profissional tecnológica e com a formação para a inovação, em nível superior”, justifica Luiz Otávio.
Mas a criação de programas de cursos superiores de oferta especial implica desafios que somente podem ser enfrentados em regime de colaboração entre diferentes entes federativos e instituições. De acordo com o reitor, “um Programa deste tipo demanda definições relativas ao pagamento de bolsas aos docentes, aos coordenadores e aos técnicos de apoio, à origem de recursos para assegurar política de permanência estudantil aos estudantes destes cursos, bem como a integração destes estudantes com os programas de formação acadêmica como o Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e o Programa de Bolsas de Iniciação Tecnológica e Inovação (Pibiti)”.
A ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, acredita que essa aproximação com a Uesb é fundamental para enfrentar os desafios do desenvolvimento nacional pautados na nova industrialização, na economia verde e na economia digital, de gestão de dados, sistemas e plataformas. “Não existe ciência, tecnologia e inovação sem o esteio das universidades. Por isso, estou muito feliz em receber o magnífico reitor Luiz Otávio, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, que veio trazer uma ideia muito boa para gente, cada vez mais, aproximar a Universidade do desafio e do desenvolvimento”, afirmou a ministra.

Reunião com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)
A partir da reunião com a ministra, a equipe da Uesb também se reuniu com o diretor de Relações Institucionais da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), professor Davidson Magalhães, com o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), professor Olival Freire Júnior, e com a diretora regional e gerente do escritório de Brasília da Finep, Julieta Palmeira.
Nessas reuniões, foram tratados temas como a programação para a chegada do link da RNP nos municípios de Jequié e Itapetinga; os programas de bolsas que podem ser ampliados para um programa de formação de tecnólogos; e os novos programas de desenvolvimento científico lançados pelo CNPq, como o Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Brasil (Profix), que prevê a concessão de bolsas de pesquisa, no valor de R$ 13 mil por mês, em articulação com as fundações de amparo à pesquisa do pais (FAPs), como a Fapesb, na Bahia.
A agenda também buscou assegurar que as universidades estaduais tenham voz ativa nas decisões nacionais de Ciência e Tecnologia. O diálogo direto com o Governo Federal visa garantir que o conhecimento produzido no interior da Bahia contribua para a transformação da vida das pessoas e para o desenvolvimento regional. A missão institucional em Brasília encerra suas atividades com perspectivas positivas de novas parcerias e o fortalecimento do diálogo entre a Uesb e o Governo Federal.

Reunião com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (Foto: Marcelo Gondim)