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Os membros da Uesb são vinculados ao Programa Multicêntrico de Pós-Graduação em Bioquímica e Biologia Molecular (Foto: Acervo do projeto)
A construção da ciência é realizada com o auxílio de muitas mãos. Nesse sentido, a Uesb integra o novo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Biomedicina Redox, sendo a única instituição baiana a compor o consórcio. Essa rede é coordenada pela Universidade de São Paulo (USP) e reúne universidades do Ceará, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Por meio dela, será possível mergulhar no mundo invisível das células humanas para entender como reações químicas naturais influenciam doenças que surgem com o passar dos anos.
Para viabilizar essa iniciativa, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) liberou um aporte de mais de R$ 13 milhões. Esse recurso reforça que, embora a ciência seja construída por muitas mãos, o investimento consistente é imprescindível para o fortalecimento e a consolidação do conhecimento científico, garantindo que descobertas fundamentais cheguem à sociedade.
A Uesb contribui com o projeto por meio de um grupo de pesquisa vinculado ao Programa Multicêntrico de Pós-Graduação em Bioquímica e Biologia Molecular, sob a coordenação do professor Raphael Queiroz. A Universidade assume um papel de liderança dentro do consórcio, sendo responsável por coordenar as ações que investigam por que certas pessoas são mais suscetíveis a doenças crônicas e infecciosas durante o processo de envelhecimento.
Uma das contribuições da Uesb é no desenvolvimento de estratégias de combate às bactérias multirresistentes, as chamadas “superbactérias”. Os pesquisadores da Uesb estudam como esses microrganismos usam suas defesas naturais para sobreviver aos tratamentos.

(Imagem: Canva)
O objetivo é desenvolver novos métodos que ajudem os remédios atuais a funcionarem melhor, oferecendo uma resposta para um dos maiores desafios da medicina moderna. “Esperamos que os resultados contribuam para o desenvolvimento de novos métodos diagnósticos, estratégias terapêuticas mais precisas e intervenções preventivas, com potencial impacto direto na melhoria da qualidade de vida da população e no fortalecimento do sistema de saúde”, destaca Raphael.
Para além de entender as doenças em laboratório, o projeto busca aplicar o conceito de “medicina de precisão”. Isso significa que, em vez de tratamentos genéricos, a ciência poderá oferecer diagnósticos mais precoces e terapias personalizadas, levando em conta o estilo de vida, a alimentação e o ambiente onde cada pessoa vive.
Além dos avanços na saúde, a pesquisa fortalece a educação e a infraestrutura tecnológica na região. Atualmente, três estudantes e uma pesquisadora de pós-doutorado da Uesb trabalham diretamente nessas pesquisas, utilizando tecnologias de ponta como inteligência artificial e microscopia de alta precisão. “O investimento também se traduz em oportunidades concretas de capacitação científica para estudantes e pesquisadores, potencializando a produção de conhecimento de alta qualidade”, ressalta o professor.