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A Uesb deu início aos primeiros passos para a execução da Reforma Administrativa. No último dia 15 de setembro, a Instituição realizou a primeira audiência pública sobre o projeto. Em formato on-line, o encontro reuniu 282 participantes, entre docentes, servidores técnico-administrativos, estudantes, representantes de entidades e associações e trabalhadores terceirizados.
O momento marcou uma nova etapa do projeto, que é o diálogo com a comunidade acadêmica. A proposta elaborada pela Comissão da Reforma Administrativa está em fase de discussão e poderá receber contribuições antes de seguir para as próximas instâncias de deliberação da Universidade. Para o assessor de Planejamento, Desenvolvimento e Avaliação da Uesb, professor Elinaldo Leal, a participação da comunidade acadêmica não é apenas uma etapa formal do processo.
“A Universidade é um patrimônio da sociedade baiana e uma Instituição Pública cuja gestão é colegiada. Por isso, toda medida mais estruturante no âmbito da gestão universitária compete a cada membro dessa comunidade”, destaca. Nesse sentido, professores, técnicos e estudantes podem contribuir com a discussão, por meio das audiências, plenárias departamentais e instâncias de representações.

A Audiência foi realizada em formato virtual
Sobre a Reforma – A necessidade de discutir uma nova estrutura administrativa está relacionada às transformações pelas quais a Uesb passou nas últimas décadas. A Universidade ampliou sua atuação na graduação, pós-graduação, pesquisa, extensão, internacionalização e assistência estudantil, além de fortalecer sua presença nos territórios onde está inserida.
De acordo com a vice-reitora e presidente da Comissão, professora Francislene Cerqueira, a Reforma não se resume a somente uma criação de setores ou organograma, o que se discute na proposta é se a atual estrutura atende às necessidades da Uesb. “Precisamos de uma administração mais moderna, ágil e descentralizada, capaz de transformar áreas que hoje dependem de ações isoladas em políticas institucionais permanentes”, explica. A presidente complementa que é necessário “oferecer melhores condições para que ensino, pesquisa e extensão e a missão social da Uesb possa avançar”.
A proposta da Reforma prevê a criação de estruturas voltadas para áreas estratégicas no desenvolvimento da Universidade, como planejamento, desenvolvimento e avaliação institucional; políticas afirmativas, inclusão e enfrentamento às violências; gestão e desenvolvimento de pessoas; arte e cultura; e sustentabilidade socioambiental e desenvolvimento territorial.
Natalino Perovano Filho, analista universitário na Uesb, acredita que essa reestruturação trará uma ampliação no quadro de cargos existentes, melhorando a valorização dos servidores e auxiliando na celeridade dos processos. “A delimitação das atribuições de cada setor, com suas vinculações definidas, possibilitará que as atividades tenham melhor direcionamentos. Esta ação indica a possibilidade de que se tenha uma melhor definição das metodologias de cada setor e com isso ampliando a agilidade dos processos administrativos da instituição”, observa o servidor.

Entre outras demandas da Reforma, está a descentralização da gestão administrativa por meio da criação das Pró-Reitorias de Campus nos municípios de Itapetinga e Jequié. Para a estudante Sirlane Freitas, presidente da Associação dos Pós-Graduados da Uesb (APG), a descentralização pode aproximar a gestão das necessidades específicas de cada campus e contribuir para respostas mais ágeis às demandas estudantis. “Além disso, favorece maior autonomia local e amplia o diálogo com a comunidade acadêmica, por se sentir parte daquele contexto, e contribui para uma distribuição mais equilibrada de recursos”, comenta a estudante.
O professor Francisco Lima, do Departamento de Ciências Humanas e Letras (DCHL), campus de Jequié, pontua que a Uesb é um polo gigante de produção cultural e de produção de saberes, além de ser composta por uma comunidade plural. “Para nós, docentes, embora a Reforma possa alargar a demanda administrativa, será uma oportunidade de dar visibilidade ao que já trabalhamos no âmbito do ensino, pesquisa e extensão”, afirma o professor.
Próximos passos – Após a sistematização das contribuições realizadas durante a audiência, a coordenação do projeto passa a ser do Presidente do Conselho Universitário (Consu), que promoverá três audiências presenciais, uma em cada campus. Em seguida, a proposta será pautada no Consu para discussão em todas as plenárias departamentais, estudantis e dos servidores, respeitando o que rege o estatuto e o regimento da Uesb.